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terça-feira, 14 de julho de 2009

Direito de resposta

Frase do dia:
"A sabedoria é uma construção sólida e única, na qual cada parte tem seu lugar e deixa sua marca." [ Michel de Montaigne ]


Amigos:

Em primeiro lugar peço desculpas pela demora na resposta. Chegamos quase meia noite de Brasília. Hoje foi uma segunda feira cheia de compromissos profissionais e agora escrevo esta mensagem num vôo para São Paulo.


Pensei inicialmente em responder a provocação do amigo Júlio relembrando minhas últimas semanas. Tudo começou no dia 21 de julho quando participei da Volta do Lago. Quem correu ontem pode ter noção o que significa correr 86 km (pouco mais de duas maratonas), num percurso muito pior que o da maratona de domingo, com trilhas, barro, áreas inundadas, descendo e subindo morros por trilhas. No final de semana seguinte, Urubici no sábado, 50 km subindo de 900m a 1800m de altitude por trilhas escorregadias e embarradas e completando o final de semana maravilhoso com a Maratona do Rio de Janeiro (quase um passeio na pista). Isto talvez explicasse o mau resultado de ontem. Pensando bem, não foi um mau resultado, isto está refletido na alegria estampada da foto de chegada, por ter completado em 5 meses, 5 maratonas e 5 ultras (1 de 24h, 2 de 100km, 2 de 50km).


Ele próprio, Julio Cordeiro, faz referência a diferença de idade, mas isto também não justifica pois aos 53 anos faço coisas que não fazia nem com 30 anos. Então como explicar o ocorrido? Como o pequeno maratonista Julio Cordeiro venceu o grande maratonista João Gabbardo? (palavras dele!!!).


Foi quando uma luz entrou pela pequena janela do avião e me iluminou com a resposta:
O Inter é o melhor time do mundo e já perdeu pro Náutico de Recife!!!! Então pronto, está explicado.

Respondida a provocação, quero fazer uma declaração. Tem sido muito legal o convívio que temos estabelecido nos encontros para nossas corridas. A de Brasília foi a melhor. Tivemos tempo de reunir no sábado, almoçar, jantar, passear pela Esplanada, reunir novamente uma hora antes da prova, durante a prova e depois da prova.


Tem aparecido gente nova mas sempre com o espírito alegre e solidário, estamos competindo conosco e com nossos objetivos, tão diferentes para cada um de nós, mas igualmente importante para todos.

Quando se conhece um pouco mais da história de cada um do grupo, fica sempre uma emoção guardada e uma sensação de vitória pessoal. Espero ter outra provas como a de Brasília, não da corrida, mas da convivência que nos foi proporcionada.

Quanto ao Julio, isto não vai ficar assim. Vamos nos encontrar em outras provas e o INTER não costuma perder duas vezes consecutivas para o NÁUTICO.

Um grande abraço a todos que estiveram em Brasília. Em especial ao meu vencedor JULIO, O SUASSUNA MARATONISTA.

João Gabbardo dos Reis

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Maratona de Brasília - Relato

Frase do dia:
"O homem nasceu para lutar e a sua vida é uma eterna batalha."(Thomas Carlyle)


Minha 8ª maratona oficial, 6ª deste ano, meu 2º pior tempo, e com certeza a mais difícil e desgastante de todas que participei.

A descontração antes da largada com muitas gargalhadas com a roupa fashion de Ésio, os "Baleias"desesperados atrás de um banheiro mas que finalmente conseguem fazer o "número 2" dentro do Ministério da Justiça (quanta honra cagar no judiciário), e aquela inquietante pergunta sobre quem iria ganhar do grande ultra maratonista - Dr. João Gabbardo.





Marathon Maniacs: Ésio (#1635), João Gabbardo (#1131), Sabine (#1559), Nilson (#1084), Hideaki (#1024), Júlio (#1585)


Depois da "infelicidade" do extravio da mala, relaxei e tomei umas cervejas no dia anterior. Sem a minha rapadura e com vestimenta nova, senti que o dia seria muito difícil. O "famoso" clima seco" e com o sol forte, aliado a pouca quantidade de maratonistas inscritos (180) era um prenúncio que a minha situação não era muito boa.

Com um susto do tiro de canhão na largada, saí forte, mesmo sabendo que iria sofrer no final.
O percurso de subidas e descidas, pegava feio na região das Embaixadas, mais a distribuição de água a cada 3 kms, gatorade, coca cola e malto dextrina em alguns pontos foi muito boa.

Fechei a meia maratona já "cansado" e por muitas vezes lembrei da frase do amigo Paulo Picanha que diz: "Que porra é que eu tô fazendo aqui????"

Mas ainda tinha um motivo pra comemorar, pois o amigo João Gabbardo estava um pouquinho atrás de mim e a "cara" dele estava cansada igual a minha.

A segunda metade foi de lascar...
Meus amigos Nilson Lima, Maurício , Alberto Peixoto, e o "feioso brancoso" de Curitiba passaram facilmente por mim.

Sem apoio popular, com muita dificuldade intercalei trotes lentos e pequenas caminhadas, mas sempre olhando para trás pra ver se via uma camisa amarela dos Marathon Maniacs.

No km 37, morto de cansado e com 03 horas e 30 minutos, vi que não daria pra fechar em sub 4 horas. Continuava olhando pra trás...
Nos últimos kms contei com uma ajuda de um popular (Ednaldo) que me deu laranja e batata frita que me ajudaram a não desmaiar.

No último km e já com um torcicolo no pescoço de tanto procurar João , corro lento e faço uma reflexão sobre essa "coisa feia" de ser tão competitivo.

Penso comigo mesmo: Porra, João Gabbardo além de ser um cara nota 10, tem muito mais corridas na minha frente. Além de ser uns 12 anos mais velho está numa série muito grande de corridas de longa distância. Além das que fizemos juntos, ele tem nas costas Cubatão (100 kms), Urubici (50 kms), etc.
Lembro da primeira vez que nos conhecemos na Maratona de Florianópolis e eu sem nenhuma vergonha lhe pedi para tirar uma foto comigo. Estava ali diante de um grande ídolo!!! Coloquei envaidecido no meu blog logo no dia posterior.
E a sua gentileza na noite anterior em que além de mostrar a cidade de Brasília, economizou os 14 reais que tinha reservado para gastar de táxi. E a simpatia de Sabine ??? Minha cabeça fervilhava e o pescoço já não movia mais...

Que FAIR PLAY magnífico seria cruzarmos a linha de chegada juntos, selarmos uma grande amizade e acabar de vez com essa "competição interna" de amadores metidos a besta.

Quando vislumbro a última subida e vejo o pórtico da chegada com Sabine (esposa do João) a sua espera, e sem poder olhar pra trás resolvo todas as minhas dúvidas.

Num último esforço e correndo mais forte pra cruzar com dignidade , mas com um tempo sofrível de 4 horas e 10 minutos, sem mexer o pescoço, ainda busco as forças forças finais no tapete da chegada pra gritar bem alto:

Foto com a "fera" das corridas e sua esposa Sabine

sábado, 11 de julho de 2009

Cadê minha mala???

Frase do dia:
"Ri melhor quem ri mais alto." [ Raul Santos Seixas ]

Era melhor ter feito feito essa moça da foto, ou seguir as orientações dos corredores experientes como Miguel Delgado (Baleias).



Por que eu não lembrei das recomendações da Revista Contra Relógio???

Fazendo a mala. A regra básica é fazer uma mala compacta, mas que tenha tudo que você precisa para correr a prova, caso a sua bagagem despachada extravie. Tem gente mais econômica, que calcula minuciosamente cada item condicionado na mala e aqueles que preferem pecar pelo excesso. Respeitando os limites de peso (5 kg) e do que é permitido carregar dentro da aeronave, não há mal algum em levar uma roupinha mais transada para o dia anterior, dois pares de tênis, um livro ou até um tocador de MP3 para distrair durante as horas de vôo. O que não pode é deixar de ter, em sua mala, os 10 itens básicos para o dia da prova. Vamos a eles:
- 1 par de tênis
- 1 par de meias
- Shorts ou calça para correr a prova
- Camiseta(s) para correr a prova
- Top (no caso das mulheres)
- Vaselina
- Boné ou viseira
- Comprovante de inscrição e material para retirar o kit da prova
- Carteira com documentos pessoais
- Passaporte

Agora F-D-U!!! Minha mala foi extraviada!!!!
A gente pensa que só acontece com os outros. Todas as pessoas pegando suas maletas, saindo satisfeitos. A esteira finalmente para e fico com aquela sensação de vazio... E agora??? Calção, meias, tênis... PQP.
Essa minha primeira visita a Capital Federal não começou bem. Será que algum deputado ou senador levou minha mala????

Mais nem tudo foi ruim. O lado bom da história é que revi meus amigos maratonistas de todo o Brasil. Almoçamos, colocamos as conversas em dia, marcamos novos desafios e posamos para fotos:

A noite nos encontramos novamente no jantar de massas no Pier 77.







segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ar seco de Brasília - Dicas para vencê-lo

Frase do dia:
"A dificuldade é um severo instrutor. "(Edmund Burke)

Algumas dicas para quem como eu vai enfrentar o famoso ar seco de Brasília na Maratona do próximo domingo:

Treino com baixa umidade

Aprenda a dosar os treinos de corrida quando o tempo estiver bem seco
Por Odara Gallo

Além do calor desconcertante, o ar parece queimar as narinas. O suor nem chega a molhar a pele e já é evaporado ou desviado pelo corpo para suprir as reservar de água. A sensação de cansaço chega mais rápido do que deveria e sua resistência parece não ser mais a mesma. Essas são algumas das conseqüências de treinar com o tempo excessivamente seco. Em algumas cidades como São Paulo e Brasília, os corredores sofrem muito com essas condições climáticas e uma adaptação na rotina de treinos é necessária.

Local e horário certo:
Transferir o treino para um horário mais cedo pode ser uma boa alternativa para aproveitar a umidade da noite e não sofrer com o calor. Segundo o treinador, o período entre 5h e 7h é o ideal para se exercitar com esse tipo de clima.
Isso porque o atleta terá a hidratação muito mais facilitada do que em um local aberto, ou seja, não terá dificuldade para carregar a garrafa de água ou isotônico, e ficará mais protegido do sol e do calor. “A pista também é uma ótima opção para essa época do ano, pois a hidratação e o acompanhamento do treinador ficam mais próximos. Além dos parques e bosques, que oferecem sombra”, disse Rodrigo Albuquerque.

O que vestir?
A escolha de o que vestir também faz diferença quando se treina com o tempo muito seco. O suor, além de eliminar água e sais minerais, tem a função de regular a temperatura corporal. Afinal, não existe nada mais refrescante do que tomar um ventinho com a pele molhada para refrescar. Com o tempo seco, o corpo tende a absorver todo tipo de líquido para se hidratar e a sudorese fica comprometida. Por isso, escolha roupas ainda mais leves para facilitar a regulagem da temperatura do corporal.

O que beber?
Como a hidratação deve ser redobrada com o clima desfavorável, vale utilizar acessórios para facilitar na hora de beber água e isotônico no meio do percurso do treino. “As mochilas de hidratação vêm sendo muito utilizadas pelos corredores. Elas são anatômicas, não atrapalham na corrida e conservam a temperatura do líquido”, indicou o técnico.

Mudança na planilha
É claro que qualquer mudança no treinamento deve ser analisada e discutida com o seu treinador, mas vale considerar diminuir o volume e aumentar a intensidade. “Quando podemos optar por modificar as variáveis do treino, costumamos reduzir em 20% o volume semanal e dar maior prioridade aos treinos curtos de intensidade maior”, explicou o treinador. “Podemos ainda cuidar melhor da parte técnica e dar ênfase aos exercícios educativos, de flexibilidade e os funcionais”, completou.

Respire bem
Os atletas que têm problemas respiratórios devem ter um cuidado ainda maior com os treinos nessa época do ano. Algumas atitudes durante o dia podem fazer a diferença na hora da corrida:
- Evite locais com ar-condicionado. Esses aparelhos deixam o ar ainda mais seco e podem dificultar a respiração;
- Umedeça as narinas com soro fisiológico durante o dia. Hidratar os tecidos do nariz ajuda a evitar o desconforto causado pelo tempo seco;
- Nos treinos, procure realizar uma respiração correta, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. Isso porque a baixa umidade deixa o ar ainda mais poluído e, como o nariz é um filtro natural do ar que entra no corpo, respirar pela boca faz com que o atleta leve mais sujeira para dentro.